D. ARCHI #2 O FUTURO É AGORA

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Com a automação, a casa do futuro já faz parte do presente e cria no seu lar a cena que você quiser

 

Em 2014, o filme Her narrou a história romântica e futurística de um homem que se apaixona por um sistema operacional. No longa, pela tela do smartphone, o personagem controla e se relaciona com tudo.

De uns anos para cá, a nossa forma de lidar com a própria vida foi radicalmente atravessada por uma presença tecnológica brutal – os smartphones, por exemplo, já são quase uma extensão do nosso corpo. Ao que tudo indica, a nossa casa também se tornará cada vez mais tecnológica.

Marco Aires, o nome à frente da Zap Home, especializada em automação, comercializa e instala todos os equipamentos de automação e outros itens complementares, como papel de parede e cortina. “A ideia é pegar o que você faz de corriqueiro e programar para que a casa funcione sozinha”, explica Marco.

A palavra é praticidade. “A automação já tem 20 anos de mercado consolidado, mas as pessoas ainda não sabem muito bem do que se trata”, ressalta Marco.  A casa no Brasil ainda está um pouco alheia à tecnologia, mas a previsão é de que a automação seja cada vez mais comum.

Marco explica que existem dois tipos de automação, por cabeamento e sem fio e “vários equipamentos de automação, uns mais simples, outros mais complexos, além da parte de áudio e vídeo. O objetivo é atender tanto as necessidades da família quanto às características do projeto do arquiteto”.

A casa na palma da mão

Depois de um projeto customizado, oferecido pela própria Zap Home, de acordo com a necessidade de cada cliente, tudo é feito por um aplicativo. Em uma tela simples, por meio do tablet ou do celular, todos os recursos estarão disponíveis ao alcance dos dedos – da iluminação, passando pelo ar condicionado, já programado na sua temperatura predileta, a TVs escondidas que surgem no momento ideal… Com isso, criam-se ambientes customizados e cenas. “As pessoas não sabem o potencial da automação. Acham que é muito futurístico, que vai ser uma casa difícil de usar… mas na verdade é sobre facilitar”, reforça Marco. “A minha proposta é simplificar. Não importa se ele tem 20 circuitos de iluminação, serão sempre três botões para cada ambiente. O liga tudo, o preferido e o desliga tudo. Não tem manutenção, não tem bug, não tem problema. A gente não inventa necessidades fantasiosas. A gente entende a necessidade e indica o produto correto. Por exemplo, um home theater básico tem vários controles remotos e você precisa mudar as entradas, mexer em vários deles… com a automação, você faz tudo via tablet ou smartphone. A automação te dá mais liberdade e mobilidade. Com um único equipamento, você consegue controlar a casa toda”, conta ele.

Kellen Ogliari Andreo buscou a automação pela praticidade de fazer uma casa mais alinhada com o futuro. “Hoje em dia a gente não usa mais controle na casa, é tudo feito pelo celular. Eu também posso comandar minha casa estando em outro lugar, em outra cidade. A gente acostuma e é difícil ficar sem”, conta ela.

Para que a automação seja utilizada com o máximo de suas possibilidades, é necessário um projeto bem elaborado em uma fase inicial da obra.  “A ideia é deixar a casa preparada para essa tecnologia. A casa estando preparada se valoriza mais e abre possibilidades para uma automação mais elaborada, que é inviabilizada sem um projeto prévio. O projeto é barato e a infraestrutura também. É um gasto mínimo perto da valorização da casa e das possibilidades que ela ganha. A tecnologia assusta em primeiro momento porque você não conhece, mas depois é ao contrário”.