D. ARCHI #2 E SE FEZ A LUZ

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Mais do que simplesmente iluminar, um bom projeto luminotécnico valoriza o melhor de cada ambiente. 

 

Você sabe o que é luminotécnica? O nome pode dar pinta de algo complicado, mas nada mais é do que o conjunto de técnicas usadas para uma melhor implementação e utilização da iluminação, tanto em ambientes externos como em internos.

Quem nos explica sobre as possibilidades da luminotécnica é Ronnie Sergio, proprietário da ViaLight. Com lojas em Londrina e São José do Rio Preto, contando com produtos de fabricação própria e também de parceiros, o conceito comercial da ViaLight é o de iluminação planejada. Além de parceria com arquitetos que já trazem o projeto luminotécnico, a ViaLight também oferece o projeto aos seus clientes.

Ronnie conta que a luminotécnica tem ganhado cada vez mais espaço e crescido muito. “As pessoas passaram a dar mais importância a isso. As lojas, principalmente, têm tido muito cuidado luminotécnico. A iluminação chama atenção para as coisas certas e faz vender mais”.

Um detalhe importante que não pode ser ignorado é o planejamento. O ideal é que a iluminação entre junto com o projeto arquitetônico e não seja deixada por último, como costuma acontecer. “A gente respeita a opinião do cliente, mas a nossa intenção é trazer o lado técnico e mostrar para ele a melhor opção. Uma boa distribuição da iluminação cria cenas e valoriza o espaço. Você consegue valorizar a arquitetura, valorizar a decoração e agradar o usuário daquele espaço. Tudo passa a ser valorizado com a luminotécnica”, afirma Ronnie.

Independente de especificações, o mais importante é seguir o gosto de quem vivenciará o ambiente. “Por mais que a gente tenha o pessoal especializado, a pessoa-chave disso tudo é o cliente. É ele que vai habitar a casa e a gente respeita demais isso, para que se consiga chegar num resultado agradável pra ele. A ideia é mesclar a tecnologia e conseguir fazer um projeto agradável. Um bom projeto precisa ser eficiente em termos energéticos, tem que agradar quem vai usar o espaço, seja ele uma residência, um escritório, uma loja. Pessoas vão usar isso, então temos que ter o cuidado de fazer uma distribuição agradável, que a luz esteja nos pontos em que ela seja necessária”.

Por contar também com a fábrica, a ViaLight também desenvolve luminárias e outros produtos. Entre os destaques, linhas assinadas por designers renomados, como Harry Allen, Karim Rashid, Todd Bracher, e os brasileiros André Cruz e Brunno Jahara – este último lançou em NY, em 2012, a luminária Batucada, com um toque industrial, manualmente moldada com batidas de martelo.

Os arquitetos Eduardo Becker e Kati Carbonnel, do Atelier de Iluminação Eduardo Becker (Porto Alegre),  complementam: “um bom projeto luminotécnico deve atender às diferentes demandas, dos diferentes tipos de clientes, aliando tecnologia, sustentabilidade, técnica e arte. A luz está presente na nossa vida de forma direta, além de atuar no nosso organismo através da influência na variação da quantidade de determinados  hormônios, ela está diretamente ligada às questões de produtividade, conforto, segurança, sustentabilidade, dentre outras. O projeto luminotécnico existe para adequar a interferência da luz, natural e artificial, nos espaços, e atingir o resultado adequado para cada tipo de  demanda de cada cliente. A luminotécnica trabalha com percepção”.