D.ARCHI – NOVOS ARES PARA A ARQUITETURA EM LONDRINA

1ª edição da MAI (Mostra de Arquitetura e Interiores) é iniciativa de alto nível para oxigenar o mercado de arquitetura na região

Por Layse Moraes

Fotos Fábio Pitrez

Os idealizadores da MAI, Renato Lincoln e Douglas Trindade, conheceram-se na última mostra de arquitetura e decoração que aconteceu aqui em Londrina – Renato como arquiteto, Douglas como fornecedor. Viraram amigos e, em uma conversa despretensiosa, pensaram que uma nova mostra seria uma boa para movimentar a cidade… foi o suficiente para começarem a trabalhar nesse projeto. O desenvolvimento do sonho começou há um ano, sempre pensando em valores sólidos, como credibilidade e ética. “A ideia era fazer algo diferenciado, com regras e normas, sempre pensando na relação entre arquitetos, fornecedores, indústria, comércio local e clientes”, eles explicam.

A fim de somar e trazer uma visão mais ampla para a MAI, eles pensaram em agregar gastronomia, moda, música e design à mostra: “Nós vamos ter desfiles, apresentações musicais, exposições de arte, esculturas de artistas locais, além de zona food truck e áreas de empresas… Queremos trazer esse convívio de outras artes junto com a MAI e, para nós, é importante colocar a arquitetura novamente no status de arte, porque a arquitetura é uma arte, mas durante muito tempo ficou resumida muito  à prestação de serviço”, contam.

Serão mais de 40 ambientes e mais de 30 escritórios de arquitetura de Londrina e região envolvidos na MAI. A Mostra, aliás, já teve uma edição em Maringá e foi um sucesso: “O município precisa entender o papel da MAI neste momento e perceber que se trata de um evento que só em Maringá mobilizou mais de 250 empresas, com movimentação financeira intensa em um mercado que estava relativamente estagnado e receoso, então é importante que cada cidade entenda que isso é o início de uma ação que vem pra agregar e melhorar todo esse processo de construção civil e arquitetura. Chegamos a 10 mil visitantes em 20 dias de evento e o nível dos ambientes foi muito alto. Aqui em Londrina, pretendemos nos superar ainda mais”, eles revelam. “A MAI tem que ser boa pra todo mundo. O objetivo principal da MAI é oxigenar e fomentar o mercado da arquitetura e da construção civil”, reforçam.

A partir da edição londrinense, a MAI se torna uma franquia e pretende ir para diversas cidades – deve chegar a Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Ponta Grossa, Dourados, Sorocaba, entre outras, sempre seguindo a mesma proposta. “A gente espera resgatar a excelência da arquitetura e do design e a valorização do profissional dessa área. Queremos provar que é possível fazer um evento dessa magnitude com ética, transparência e que dá resultados bons para todo mundo”, eles afirmam.

A edição londrinense da MAI, que será bienal, acontecerá em outubro, durará quase 30 dias e, para que todo londrinense possa prestigiar o evento, a entrada será de R$ 5 + 1 kg de alimento, destinado ao CAPC (Centro de Apoio ao Paciente com Câncer), ou R$ 10.

Vista geral da casa da MAI

Douglas Trindade e Renato Lincoln, idealizadores da MAI, posam diante da casa onde acontecerá a mostra