D.LUV – ELLEN MARIANNE

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A dona da Emma, uma das lojas mais charmosas de Londrina, divide com a Drops suas inspirações e memórias mais queridas

Por Layse Moraes

Fotos Fábio Pitrez

 

Você conhece a Emma? Uma das lojas mais charmosas de Londrina é, na verdade, uma combinação de Ellen + Marianne, o nome da protagonista do D.Luv desta edição.

A Ellen cursou Filosofia, mas sempre soube que sua paixão mesmo era a Moda. Então foi para São Paulo, fez faculdade de Moda e ficou lá por sete anos. Nesse meio tempo, trabalhou na marca Flávia Aranha, onde descobriu um novo mundo, encantando-se pela sustentabilidade e pela moda com propósito.

Quando voltou a Londrina, veio com o sonho de abrir uma loja e uma marca própria. Foi quando a ideia da Emma surgiu: “Resolvi abrir a loja primeiro, fixar um conceito com outras marcas, que tenham a ver com o que eu acredito, e, quando der, começar uma produção própria. Esse ainda é meu plano”, conta ela.

A Emma, que começou na R. Goiás, em 2015, hoje funciona numa casa antiga, charmosíssima e espaçosa, na Av. Jk nº 2099. “A ideia de vir para cá condiz muito bem com a essência da Emma. Eu sempre quis que as pessoas se sentissem em casa”, Ellen explica. “A gente não vende o produto em si, vende o que está por trás dele”.

“Eu sou aquela pessoa que tem saudade de coisas que nem viveu, mas também tenho olhos para o futuro”, Ellen diz. Nestas páginas, ela divide com a gente as suas inspirações e as suas memórias mais queridas e afirma: “mais do que as coisas, são os encontros da vida que me enriquecem”.

 

Coleção de revistas

“As revistas têm muito a ver com a minha época em São Paulo, mais urbana, mais relacionada com a moda fashion. Eu lembro que quando eu fui para lá fiquei apaixonada pelas bancas de revistas, por serem rodeadas de informações por todos os lados. O mundo se abre. Foi uma época de formação.”

Moda com propósito

“Esse livro tem a ver com o futuro, com um mundo que está chegando aí. É um livro que alimenta muito meus sonhos. Eu ganhei esse livro dos filhos do Chico [marido] no nosso primeiro Dia das Mães juntos. Eu chorei muito pela sensibilidade deles em escolher bem esse livro, que é a minha cara. Acho que tá aí o futuro do mundo da moda: fazer as coisas com mais significado, com o coração. Todo mundo já viu que o consumo pelo consumo não traz felicidade.”

Bastidor com crochê

“Esse crochê é da minha avó. Ela era costureira, fazia muito crochê… essa coisa da moda já está na família. Eu também sou muito apegada à memória, guardo tudo. Acredito que tudo o que a gente é tem muito a ver com a nossa história, história de família, história de vida… tudo está interligado.”

 

Bolsa de feltro

“A bolsinha é tudo o que eu deixei para trás e morro de saudade, que é o fazer manual. Eu gosto muito de sentar e costurar à máquina, fazer as coisas, mas, depois que eu descobri essa veia empreendedora, nunca mais pude fazer isso. Então tenho muita saudade. Essa bolsa fui eu que fiz, com uma técnica de feltragem.”

 

Gato

“Gato é a minha paixão. Sempre tive gato, desde pequena. Minha mãe é gateira, minha família é gateira. Gato é terapia, tenho três. Esse foi o primeiro gato de decoração que eu ganhei… tinha uns 14 anos. Mas tenho muitos outros bibelôs de gato.”

 

“Essa frase é poderosa… para tudo na vida, ela me dá muita força. Eu não sou religiosa, mas tenho muito essa coisa de fé, de ter coragem e acreditar que vai dar tudo certo. É frase da vida, como um mantra.”

 

Coleção de antiguidades

“Eu tenho saudade até do que não vivi… Lá em São Paulo, tem muita feira de antiguidade, então fui comprando ou ganhando. Como eu gosto, as pessoas me dão também.”

Cactos

“A Emma tem um cacto na logo. Para mim, cacto representa força. É uma planta que não precisa de cuidado e não morre. Depois fiquei sabendo que é uma planta de muita proteção, muito forte, que dá essa ideia de sobreviver às intempéries da vida, aguentando firme e forte.”

 

Frida Kahlo

“Eu me apaixonei pela Frida, pela história dela, pela artista que ela é. Ela transformou todas as coisas ruins que aconteceram com ela em arte, então eu levo isso para a minha vida. Ela tem muito essa coisa de olhar para ela mesma e enfrentar. Então esse livro e o colar têm a ver com isso.”