FALTA DE COMBUSTÍVEL EM LONDRINA

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A greve dos caminhoneiros já vai para o quarto dia e a população começa a sentir mais diretamente as consequências da paralisação.  O protesto contra a alta no preço dos combustíveis, especialmente o diesel, que teve um aumento de 50% em comparação a julho do ano passado, causa bloqueios em rodovias de 22 Estados e também no Distrito Federal.

O risco de desabastecimento de produtos, incluindo alimentos e, principalmente, combustíveis, está causando transtorno em muitas cidades e pode provocar mudanças nas relações de consumo e de trabalho.   O advogado Jossan Batistute explica que o momento que o país vive é classificado como caso fortuito ou de força maior, com situações inevitáveis ou imprevisíveis. Por exemplo, há risco de pessoas não conseguirem ir trabalhar porque faltou combustível para veículos particulares ou do transporte público. Nessas situações, numa relação de trabalho, nem empregador nem o empregado conseguem intervir para cumprir um contrato de trabalho, porque a sociedade não oferece condições para isso. Nesses casos estão excluídas quaisquer obrigações ou responsabilidades de quem contrata (o empresário, por exemplo) e de quem é contratado (o trabalhador). “É uma situação atípica, que gera impacto nos contratos de trabalho, mas sem atrair responsabilidades para ambas as partes, como multa contratual, por exemplo”, explica Jossan.

Algumas universidades e escolas já dispensaram seus alunos, como é o caso da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Entre as principais consequências, estão o desabastecimento dos supermercados, o transporte público prejudicado; a falta de gasolina, etanol e diesel nos postos de combustíveis e as perdas de alimento  –  segundo a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, devido à paralisação dos caminhoneiros “produtores estão sendo obrigados a jogar fora o leite estocado nos resfriadores e das ordenhas diárias pela falta de captação pelas cooperativas e indústrias”. Além disso, caminhões que estão parados nos bloqueios também estão abrindo as torneiras e despejando o produto na estrada”.

Em nota, a CMTU esclareceu que o transporte coletivo em Londrina funcionará em horário reduzido. No domingo (27), não haverá transporte coletivo.

NOTA CMTU/METROLON A RESPEITO DO TRANSPORTE COLETIVO

Em reunião agora pela manhã, entre as diretorias da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Londrina (Metrolon), representante das concessionárias TCGL e Londrisul, avaliaram a situação do fornecimento de combustível as empresas que está afetado por conta da greve dos caminhoneiros e diante desta situação, resolveram:

Para hoje, quinta-feira (dias 24):

– Não haverá a oferta do serviço do PSIU a partir das 12 horas de hoje;

– A partir das 20h, não haverá a oferta do serviço do transporte coletivo. A única exceção será entre 22h e 23h que haverá atendimento nas linhas por conta do retorno de alunos de escolas e universidades.

Para sexta-feira (dia 25):

– Haverá oferta de 70% do serviço do transporte coletivo nos seguintes períodos: das 5h30 às 8h30; 11h30 às 13h30 e das 17h às 20h;

– Não haverá oferta do serviço do transporte coletivo nos seguintes períodos: das 8h30 às 11h30; das 13h30 às 17h e após às 20h. A única exceção será entre 22h e 23h que haverá atendimento nas linhas por conta do retorno dos alunos de escolas e universidades;

– Não haverá a oferta do serviço do PSIU;

– Nos distritos rurais, haverá redução do atendimento do serviço do transporte coletivo nos seguintes períodos: das 5h30 às 8h30; 11h30 às 13h30 e das 17h às 20h. Os horários serão afixados nos Terminais do Irerê e Acapulco e nos carros das linhas no dia de hoje. Não haverá oferta do serviço do transporte coletivo nos seguintes períodos: das 8h30 às 11h30; das 13h30 às 17h e após às 20h. A única exceção será entre 22h30 e 23h40 que haverá atendimento nas linhas por conta do retorno dos alunos de escolas e universidades.

No sábado (dia 26)

– Haverá oferta de 70% do serviço do transporte coletivo que operam aos sábados nos seguintes períodos: das 5h30 às 8h30 e das 13h às 14h;

– Não haverá oferta do serviço do transporte coletivo nos seguintes períodos: das 8h30 às 13h e após as 14h;

– Não haverá a oferta do serviço do PSIU;

– Nos distritos rurais, haverá redução do atendimento do serviço do transporte coletivo nos seguintes períodos: das 5h30 às 8h30 e das 13h às 14h. Os horários serão afixados nos Terminais do Irerê e Acapulco e nos carros das linhas no dia de hoje. Não haverá oferta do serviço do transporte coletivo nos seguintes períodos: das 8h30 às 13h3 e após às 14h.

No domingo (dia 28)

– Não haverá oferta do serviço do transporte coletivo.

Segunda-feira (dia 29)

A CMTU e o Metrolon farão avaliação amanhã para a programação dos horários e linhas do transporte coletivo para a segunda-feira.

Ação Judicial

O Metrolon entrou ontem com medida judicial de caráter emergencial para garantir o abastecimento dos ônibus.

Londrina, 24 de maio de 2018.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – CMTU

ASSESSORIA DE IMPRENSA – METROLON

 

(Foto: Franklin de Freitas/Reprodução)