HÁBITOS ALIMENTARES E SEUS EFEITOS SOBRE A SAÚDE: ALIMENTAÇÃO E AUTOESTIMA

AUTOESTIMA

A baixa autoestima pode causar diversos problemas, inclusive distúrbios alimentares e depressão

Por Júlia Marroni

A autoestima é um dos pilares para uma vida saudável e satisfatória. De acordo com uma pesquisa realizada na cidade de Londrina, 85% dos universitários já deixaram de fazer algo por não estarem confortáveis com o próprio corpo. A pesquisa foi realizada com 155 universitários, em seis instituições diferentes. 30% desses entrevistados classificaram sua relação com o próprio corpo como ruim.

Segundo a psicóloga Thaís Santiago Fabri, “o problema surge ao se comparar com o outro e querer ser algo que não é efetivamente. Ao fazer isso, a pessoa pode se tornar até aversiva à comida, como no caso da anorexia. Em que a pessoa se alimenta muito pouco ou não se alimenta, fica vários períodos sem se alimentar. Já na bulimia nós temos uma questão de compulsão alimentar, ela (pessoa) acaba comendo mais do que precisa para se saciar e vem um sentimento ‘vou engordar, não posso me alimentar tanto’ e então essa pessoa provoca o próprio vômito”.

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A autoestima é construída diariamente e moldada por experiências pessoais. Cada cultura, época e local, valoriza certas características físicas. A imagem corporal está muito ligada com a cultura em que estamos inseridos. Com o passar dos séculos o conceito de beleza foi mudando. Para se encaixarem no padrão as pessoas – em especial as mulheres, se submetem à diversas cirurgias e procedimentos estéticos. Além disso, muitas dessas mulheres retiram da sua dieta alimentar vitaminas essenciais para uma vida saudável, com o objetivo de perder peso.

A nutricionista Lucievelyn Marrone defende a importância de uma dieta equilibrada e adequada para cada corpo. “As pessoas têm uma visão muitas vezes errada e distorcida do que é dieta. Muitas vezes as pessoas acham que para fazer uma dieta ela precisa ser cara, ela precisa ser ruim, quando na verdade não é. Na dieta você pode comer de tudo, de maneira equilibrada. Claro que dentro quantidades necessárias pra você”.
Ainda se tratando da pesquisa realizada com os universitários de Londrina, 73% dos entrevistados já ouviram que têm uma visão distorcida do próprio corpo. Deste número, 81% não procuraram ajuda de nenhuma forma, seja ela psicológica, familiar, nutricional, de grupos de apoio ou de amigos. Em muitos casos estas pessoas podem desenvolver distúrbio alimentares e psicológicos.

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Thaís ressalta a importância de um tratamento conjunto, ou seja, médico, psicológico e nutricional, caso surja algum destes distúrbios. Desta forma o problema poderá ser administrado de uma forma mais completa. “É muito importante que hajam vários profissionais envolvidos, um acompanhando o trabalho do outro. Para que desta forma a pessoas possa ser tratada desses distúrbios e sair dessa situação, que traz muitos prejuízos para esse indivíduo”.

Mulheres de todas as idades sofrem com a aceitação pessoal. A autoestima negativa influencia em vários aspectos da nossa vida, ela causa diversos problemas graves e pouco discutidos, como ansiedade, depressão, abuso de álcool ou drogas, deficiências na escola ou no trabalho, violência doméstica, disfunções sexuais, imaturidade emocional e até suicídio.

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A matéria acima faz parte da série de reportagem: “Hábitos alimentares e seus efeitos sobre a saúde”. Ela foi desenvolvida por Júlia Marroni de Almeida, aluna de jornalismo e estagiária da Drops, durante sua participação no Projeto UEL Sonora – coordenado pela professora Mônica Panis Kaseker.  Inicialmente, a série foi estruturada em um formato radiofônico e agora foi adaptada especialmente para o site da Drops. A série já foi veiculada na Rádio UEL FM.

Ouça a matéria abaixo: